O Brasil terá uma supercomissão
técnica para a disputa da Copa do Mundo de 2014. Dez anos após conduzir a
seleção brasileira ao pentacampeonato mundial no Japão e na Coreia do Sul, o
técnico Luiz Felipe Scolari está de volta ao comando do combinado nacional. E
ele terá companhia de Carlos Alberto Parreira, comandante do tetracampeonato,
agora no cargo de coordenador técnico. O anúncio oficial e a apresentação do
treinador ocorrerão nesta quinta-feira, às 10h30, no Rio de Janeiro.
Escolhido para substituir Mano
Menezes, surpreendentemente demitido na última sexta, Felipão volta à seleção
com total apoio dos dirigentes paulistas que dirigem atualmente a CBF
(Confederação Brasileira de Futebol): o presidente José Maria Marin e o vice
Marco Polo del Nero (que também é presidente da Federação Paulista).
O último entrave para a
contratação de Scolari foi vencido nas últimas horas. Marin indicou um nome
-que permanece em sigilo- para integrar a comissão técnica, mas Felipão se
recusou a acatar o pedido do presidente. O cartola recuou, e o acordo entre as
duas partes foi sacramentado.
Segundo o UOL Esporte apurou,
Felipão vem sendo sondado pelos cartolas desde agosto, quando o Brasil foi
vice-campeão dos Jogos Olímpicos de Londres.
"Quando o Brasil caiu nas
Olimpíadas, os escudeiros do Felipão aqui dentro [do Palmeiras] já falavam que
precisariam procurar apartamento no Rio [sede da CBF]. O Felipão e o Galeano
morriam de dar risadas. Desde aquela época, o Felipão já fala que é
sondado", disse à reportagem um funcionário do Palmeiras ainda ligado ao
técnico. "Hoje o pessoal aqui comemorou. Agora estão na expectativa de
irem junto".
NÚMEROS DE FELIPÃO NA SELEÇÃO
24 - JOGOS
18 - VITÓRIAS
01 - EMPATE
05 - DERROTAS
Cotado para a vaga de Mano antes
mesmo da queda de seu conterrâneo gaúcho, o treinador de 64 anos reassume o
comando do Brasil empurrado pelo apoio popular, mas desgastado por seus últimos
trabalhos à frente de clubes e seleções.
Após conquistar o pentacampeonato com o time
brasileiro em 2002, Scolari transferiu-se para a seleção de Portugal, onde seu
principal mérito foi recolocar os lusitanos no mapa mundial graças ao
vice-campeonato da Eurocopa 2004 e ao quarto lugar na Copa do Mundo de 2006.
Depois de deixar Portugal, porém, Felipão não
voltou a ter êxito por onde passou. No Chelsea, foi derrubado internamente
menos de um ano após assumir o comando da equipe inglesa. Em 2009, migrou para
o inexpressivo futebol uzbeque, onde dirigiu o Bunyodkor.

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